desordem



























27/10/2004 21:20

Só um detalhe, que eu esqueci de comentar no primeiro momento, esse texto eu fiz pra matéria Radiojornalismo, em que o professor pediu pra que cada aluno fizesse algo relacionado às eleições municipais. Ainda esqueci de citar várias coisas, tanto da eleição em si, quanto de cada um dos candidatos; mas substituo tudo o que poderia falar por um breve, e sábio, conselho: VOTE NULO!!!


SOBRE TUDO QUE JÁ ACONTECEU EM OUTRO MOMENTO

Allan Cavalcante

Não precisa nem ser um grande especialista em política e/ou afins pra perceber o quanto uma eleição é fundada em mentira, baixaria, falsidade e demagogia. O que fica claro, e cada vez mais tem sido assim, é que o tal processo democrático não tem nada de democrático, e para o povo o que sobra são as farpas mais sujas das brigas entre os políticos. O pior de tudo é que esta situação já não é novidade pra ninguém, há séculos atrás toda essa imundice foi colocada em cheque “distribuir-se-á adulação, mentira – e tudo permanecerá como antes”, já dizia o velho russo Kropotkin.

Além da obrigação de ter que perder algumas horas do dia pra votar, os maceioenses tinham várias opções, seis delas no mesmo nível de picaretagem e um candidato que entrou na briga não para vencer, segundo as idéias de seu partido, mas apenas para denunciar (de modo muito fingido, diga-se de passagem) a farsa eleitoral. Desses seis, quatro já ficaram no primeiro turno: o prefeito do coração dos senadores, o prefeito amado pela senadora, e os dois laranjas – o pastor que desistiu de última hora, e o republicano sem notoriedade. Os grandes vencedores dessa primeira etapa foram os apoiados pelos corruptos atuais, e o outro amarrado aos que dominavam a cena política há não muito tempo.

Nome aos bois: o candidato apoiado pelos que estão no poder atualmente chama-se Alberto Sexta Feira, suspeito de “tenebrosas transações” na época que foi diretor do CEFET, tem, por baixo dos panos, utilizado a máquina da prefeitura de Maceió e do governo do estado para forçar os funcionários a votar nele, pelo risco destes perderem o emprego; ele ainda tem o apoio do Partido dos Trabalhadores, do atual presidente da república brasileira, que agora que “chegou lá” mostrou sua verdadeira face. O outro é o comunicador, nada social, Cícero Almeida, apoiado por partidos que tradicionalmente toma decisões hostis ao povo e pelo setor sucro-alcooleiro alagoano, que bastando estudar um pouco de história podemos tirar conclusão do que são.

Por isso mesmo não é nada difícil prever a situação na capital do estado no período pós-eleição, até porque nunca foi diferente em outros tempos – um povo de olhos vedados e entusiasmado, a esperança indo por água abaixo a partir das ações do novo mandatário, e sorrisos amarelos, apaixonados e alienados daqui a mais quatro anos, quando o povo poderá mais uma vez “exercer sua cidadania”.

enviada por heresia






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